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A ICRP – Igreja Cristã Reformada Portuguesa de Confissão Presbiteriana é uma Denominação Cristã que se filia no Protestantismo Histórico de Tradição Calvinista e Presbiteriana.

O Protestantismo Histórico é um ramo do cristianismo surgido na sequência da Reforma de Lutero iniciada em Outubro de 1517, que preconiza o Retorno ao Cristianismo descrito nos Evangelhos e em respostas aos desvios doutrinários que o catolicismo foi assumindo ao logo da História do Cristianismo.

Tradição Calvinista e Presbiteriana iniciada na Escócia por John Knox adoptou o Calvinismo de Genebra desde o início como referência Teológica e manteve-se sempre fiel a essa tradição.

A Kirk, nome dado à Igreja Presbiteriana da Escócia foi fundada durante a Reforma Protestante pelo pregador escocês John Knox, que baseou as suas doutrinas e forma de governo eclesiástico nos princípios “presbiterianos” defendidos por Calvino, isto é, uma Igreja governada por um conselho de presbíteros ou anciãos.

Em 1560, o Parlamento Escocês adotou o protestantismo calvinista como Religião de Estado e montou a estrutura da Kirk para o implementar, a fim de se demarcar da subserviência e das concessões morais que o Anglicanismo Inglês fizera a Henrique VIII.

No entanto, nos 100 anos seguintes foram impostos à Kirk, de tempos a tempos pelo Rei determinados bispos primazes, para que esta tivesse um modelo episcopal, porém, em 1638 como protesto contra este tipo de imposições do Rei (de Inglaterra e da Escócia) foi assinado um tratado chamado Solemn League and Covenant (convenção ou contrato e liga solenes).

Solemn League and Covenant, foi um acordo solene que teve a sua primeira versão assinada em 28 de Fevereiro de 1638 em Edimburgo, na Escócia. Trata-se de um documento de central importância na história do nacionalismo escocês e para o seu calvinismo presbiteriano. Ocorre pouco depois de o rei Charles I de Inglaterra, que também reinava sobre a Escócia, por pertencer à dinastia dos Stuarts de origem escocesa, e com isso procurar forçar os elos nacionais de todo o reino e aproximar de certa forma as praticas das duas Igrejas nacionais a Anglicana e a Presbiteriana. Nesta convenção ficava, com tudo resguardada a liberdade de culto da igreja escocesa, o que deu origem a um verdadeiro movimento social,os covenanters.

Os “covenants” eram documentos escritos que estabeleciam direitos recíprocos, inicialmente atinentes às liberdades religiosas. Aplicava na prática determinados princípios de inspiração democrática, recusando o poder do rei Carlos I em nome da soberania dos escoceses. Aqueles que o assinaram juraram defender a fé que John Knox tinha fundado. Desencadeou uma verdadeira onda de entusiasmo popular. Foram enviadas cópias para assinatura por todo o país. Foram eles que originaram os direitos fundamentais do homem, garantindo auto-determinação religiosa e social. Outro muito importante é O Compact, a Declaração de Mayflower, assinado pelos Puritanos antes de desembarcarem na Nova Inglaterra. Este “covenant” regrava a vida destes homens e lhes davam liberdade de religião garantia direito a educação, e ainda de portar armas e se organizarem. Os “covenants” foram a base da primeira Constituição do mundo: a Constituição Norte-Americana.

Em 1690, como resultado da Revolução Gloriosa, foi finalmente conseguido pôr fim às imposições religiosas e salvaguardar a natureza presbiteriana da Kirk. No entanto, a interferência com a Igreja não acabou definitivamente, principalmente quanto à nomeação de sacerdotes. Em 1747 houve uma secessão que pretendeu assegurar “o direito da congregação a seleccionar os seus próprios sacerdotes”. Em 1843, num evento semelhante, um terço da congregação decidiu sair da Igreja da Escócia para formar a Igreja Livre da Escócia, da qual acabou se dividindo a Igreja Unida Livre da Escócia. Muitas outras subdivisões formaram-se desde então.

Tudo isto para afirmar que historicamente a Igreja Presbiteriana sempre teve a LIBERDADE, a DEMOCRACIA e o RESPEITO PELAS LIBERDADES INDIVIDUAIS como elementos fundamentais do seu modo de estar no mundo.

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